Tratado I: Shrek, Narizinho e a vida extra-terrestre.

abril 12th, 2009 § 0

O fato é que, além de não ter tempo para procurar extra terrestres, se ela existe ou não, se está aqui do lado ou a uma distância que a gente mal consegue entender em como medir, a gente não tem tempo para mais nada.
Há algum tempo atrás, se um alienígena viesse dar um passeio por essas pradagens provavelmente seria visto por algum ser que estaria sentado embaixo de alguma árvore.
Se ele tivesse passado hoje, entretando seria ignorado solenemente enquanto eu escrevo esse post.
A janela continua fechada e, mesmo que, estivesse aberta eu ainda teria dezenas de explicações antes de considerar que qualquer luz em movimento seria uma oportunidade de comunicação interestelar.

Eu ainda lembro, e eu nem sou tão velho assim – não tanto quanto esses costumes que são, por vezes, mais antigos que a própria dúvida de o quanto são velhos – de uma lenda urbana de que contar estrelas faria brotar na ponta de meu dedo uma verruga. Sim! Uma V.E.R.R.U.G.A! Símbolo maior da identidade feiticeira. O temor de todas meninas e meninos. Uma deficiência irremedíavel!

Eu não arrisco dizer isso para uma criança hoje. Se o fizesse, e ela estivesse perto de um computador, coisa não tão dificil quanto imaginá-la se divertindo com um caminhão de madeira quarenta anos atrás, iria dizer que isso não passava de uma crendice boba para evitar que desenvolvesse o costume de apontar para as coisas, mas que nada mais era do que a proteína viral E6 ligando-se à proteína supressora tumoral p53, inibindo a sua função de forma reversivel. .

Sério. Acabou a fantasia. Não dá mais para inventar uma história fantástica. O mais próximo que a gente chega disso são desenhos da Pixar. Sabe o que mais me surpreende? São os adultos que colecionam, compram os DVDs, recontam as histórias.
As crianças? Ficam ali sentadas vendo aquele mundo de cores, movimentos, caras engraçadas. Eu nunca vi uma criança querendo ser o Nemo, o Wazowsky ou brincando de Relâmpago McQueen.

Peter Pan Keingston GardenEu era do tempo que você ouve Peter Pan e sai dizendo que areia é pó de Pir lim Pim Pim, que as fadas poderiam morrem se vocês não acreditava nelas.
Eu era do tempo em que ficar na janela querendo acreditar em fadas, viscondes, bonecas faltantes, e reinos submarinos. Tempo em que eu não queria crescer, ao invés de mal poder esperar para ser adulto, famoso, pop e adorado.
De uma época onde quando um Visconde se afogava voltava como Doutor (nessa caso Dr.Livingstone) e na companhia de um burro conselheiro, me explicava mistérios espaciais.

Talvez ele me explicasse porque eu não consigo mais ver extraterrestres.
Talvez ele me explicasse porque a gente perde tanto não, não querendo perder tempo.

Eu tenho saudade dessa época.
Hoje a noite, só pra variar, vou sentar embaixo de alguma árvore. Vou contar estrelar espremendo os olhos, cansados pelo uso do computador, para não precisar usar a ponta do dedo. Vou ler Reinações de Narizinho ao invés de assistir Sherek (e perceber que a muito mais semelhanças entre Monteiro Lobato e a Pixar do que eu imaginei).
Vou ficar ali esperando um extraterrestre ser inventado na iluminação de um avião.
Se eu não conseguir, amanhã tento de novo, eles devem estar lá em algum lugar.

p.s: eu preciso confessar que fui até Kensington Gardens, em Londres só para ver a estátua de Peter Pan tocando flauta.

Where Am I?

You are currently browsing entries tagged with shrek at thiago | Rigonatti.

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes