Mi Buenos Aires querido,
cuando yo te vuelva a ver,
no habra mas penas ni olvido.
El farolito de la calle en que naci
fue el centinela de mis promesas de amor,
bajo su inquieta lucecita yo la vi
a mi pebeta luminosa como un sol.
Hoy que la suerte quiere que te vuelva a ver,
ciudad porteña de mi unico querer,
y oigo la queja
de un bandoneón,
dentro del pecho pide rienda el corazón.
Dois
janeiro 3rd, 2010 § 0
O amor sim, é retroativo.
novembro 9th, 2009 § 1
A gente se ilude com o amor. Acha que ele cura todos os problemas, que ele traz paz, ameniza a dor. As vezes, e não é tão infrequente assim, há quem inclusive ache que ele é suficiente para manter duas pessoas juntas pela eternidade, seja lá quanto tempo signifique uma eternidade do lado de alguém.
Uma eternidade é tempo demais.
E o amor, poderia ser como um antídoto global para todos os problemas, inclusive os locais, regionais, extraterrestres, intergalático e até mesmo, porque não, os particulares. Dosado em proporções homeopáticas ou em escalas megalomaníacas, seria a resposta para todos os problemas da humanidade, que, do ponto de vista do apaixonados, seja lá pelo que é que estejam apaixonados, não são muitos, visto que o problema da Humanidade é a pura e simples falta de amor, seja por si, pelo próximo ou pelo futuro.
O fato é que o amor não é nada, por si só. Seja o amor entre os amantes, seja o amor dos deuses, seja o amor (também) entre eles, por si só, é uma grande metáfora sem sentido nenhum.
Amor não enche barriga, amor não paga contas, amor não acorda antes do sol nascer pra pegar ônibus, amor não come o pão que o diabo amassou.
O amor é retroativo. É um resultado, uma fórmula, um grand finale.
O amor, matematicamente falando, é a soma de sentimentos, em um determinado intervalo de tempo onde seu coeficiente é positivo.
É o resultado de uma história onde todos os outros sentimentos se revezam. É olhar para trás e ver que, ao menos na maior parte das vezes, as coisas valiam a pena.
O amor não é o início das coisas. O amor é a conclusão delas.
A paixão é o ínicio das coisas. Não se explica paixão. A paixão não tem orçamento, não tem horário, não tem limites, não tem segurança, não tem moral.
O amor, esse sim, é explicado, verseado, parafraseado, romanceado, alterado. O amor conta dinheiro e sabe o valor que esse tem. O amor pondera, espera, reflete, delimita.
O amor tem parceria, sofrimento, angústia, saudade, vontade de ficar perto, longe, junto, sozinho.
O amor é chato. Processo de longo prazo. É financiamento de casa própria sem entrada. A paixão é invasão de domícilio.
O amor é clichê. A paixão também. E ambos, em suas crises existenciais, não sabem o que querem ser: A paixão que quer se tornar amor, e o amor, que saudoso escreve suas memórias de quando era paixão.
Amor não é uma condição. É um estado. Você não ama alguém. Você está amando. E o verbo, sim: aplicado no gerúndio, se limita ao menor intervalo de tempo possível ao qual ele possa se referir, seja ele, o mês, o dia, a hora ou o instante.
Você ama algo, alguma coisa, alguém, ou o raio que o parta, agora, e exclusivamente, agora. No máximo, torce para acontecer de novo amanhã.
Na verdade, torce mais para que o outro, que é o que em geral se ama, tenha outro instante de amar-te, e que esse instante se repita junto com os seus, para que não se torne aquela dor infindável de quando não é correspondido. A paixão se esbalda essa sincronia, o amor surge na falta dela. É a diferença quando um dos lados oscila, mas o outro, incessante amador, continua ali, esperando que os movimentos se coloquem nos eixos de novo.
A paixão é easygoing. O amor é Relações Públicas.
Não dá pra amar alguém pela vida toda. Não se você não chegou no fim da sua, já que por ser incondicional, é preciso que existam condições, e estas, por sua vez, precisam de tempo para se apresentarem e colocarem a prova os sentimentos.
Não se promete amor pela vida toda. O amor é retroativo.
Porque amanhã, te esbofeteia na cara uma outra paixão que lhe tire o fôlego, e deixas de amar em um instante.
Ou então, se der sorte, vais olhar para trás e ver que na maior parte do tempo, esteve amando.
O ínicio da paz
outubro 22nd, 2009 § 1
Quando o seu coração está partido,
seus barcos são queimados:
Nada importa mais.
É o fim da felicidade
e o início da paz.George Bernard Shaw
#microconto da perda
abril 29th, 2009 § 0
Ela não sabia o que pensar, ele não sabia o que dizer. Foi então que se perderam.
Thiago RIGONATTI


