- Então Charlie Brown, o que é amor para você?Peanuts
O que é amor pra você? (via luvluvluv)
o problema era que você precisava ficar constantemente escolhendo entre uma opção horrível e outra pavorosa, e, independente da sua escolha, eles cortavam mais um pedaço da sua carne, até que não restasse mais nada para descarnar. por volta dos 25 anos, a maioria das pessoas estava liquidada. uma maldita nação inteira de desgraçados dirigindo carros, comendo, tendo bebês, fazendo todas as coisas da pior maneira possível, como votar em candidatos à presidência que os fizessem lembrar de si mesmos.
Nós não passamos de produtos.
“No matter how careful you are, there’s going to be the sense you missed something, the collapsed feeling under your skin that you didn’t experience it all. There’s that fallen heart feeling that you rushed right through the moments where you should’ve been paying attention. Well, get used to that feeling. That’s how your whole life will feel some day. This is all practice. None of this matters. We’re just warming up.”
“Navegar é preciso”
Fotografar também. Em especial quando se está em uma viagem para qualquer parte do mundo, seja em uma cidade vizinha ou em outro continente.
Eu sempre me preparo para minhas viagens no que se refere à fotografia.
Cada lugar possui uma atmosfera única, criada pela paisagem, natureza e pelas pessoas que ali estão. Se você procura boas fotos para guardar na memória esses lugares, você precisa capturar essas características que irão descrever a sensação de estar ali, naquele exato momento.
Ter boas fotografias, é como ter uma boa viagem: é preciso planejar. Conheça os lugares, procure pelos pontos turísticos na internet, veja fotos da região. Ter uma idéia do que você pretende fotografar e do que já foi fotografado pode lhe dar boas idéias para sua futura captura.
Quando chegar no seu destino, você já terá uma idéia dos pontos bons para fotografar e uma base para procurar aqueles que não foram fotografados ainda.
Um caderno de bolso é uma ferramenta indispensável para um fotógrafo. Ele servirá para registrar suas primeiras impressões do lugar, e iram ajudar a procurar itens em sua fotografia que transmitam essa imagem.
Em Praga, 2008, uma das primeiras coisas que anotei em meu caderno foram as palavras: frio, calmo e silêncio. Durante toda minha viagem, procurei itens que transferissem isso para minha fotografia. Andando por um dos parques da Cidade, encontrei o caminho forrado por folhas secas, e um banco com algumas delas. Lembrei das anotações: frio, calmo, silêncio e capturei essa imagem:
Procure anotar coisas que chamam sua atenção, o que você vê primeiro, qual sua sensação sobre isso. São as pessoas? O prédios? A praça? Os animais?
Quando cheguei, 8 dias depois, em Versailles duas coisas me impressionaram muito: o tamanho (sim, Chateau de Versailles é um lugar que você pode passar o dia caminhando sem repetir seus passos por um dia inteiro!) e a escultura principal de Apolo com sua carruagem carregando o sol para o amanhecer.
Para retratar isso, fiz duas fotos: uma para cada sensação.
Na foto de Apolo em especial, enquanto todos tiraram as fotos de cima de um degrau de uma escada logo a frente da estatúa, eu me dirigi para mais próximo e abaixei a câmera. Era o Deus Apolo, saindo da água, indo para o céu. Eu precisava transmitir isso e a magnitude de toda a escultura.

Para a imensidão do jardim, me afastei de todos:

Se você quer uma boa sugestão de cadernos, veja esses aqui:

Se você tem uma agenda de visita planejada, saia antes. Ande pelo lugar. Tenha em mente que Visitar um lugar e fotografá-lo são duas coisas diferentes.
Se você precisa estar lá ao meio-dia, chegue as onze horas. Dê a oportunidade de ter uma segunda chance para poder sair do ponto de observação comum.
Um dos erros mais frequentes é não ter tempo para fotografar. Uma boa fotografia requer tempo e estudo.
Em geral, com um guia lhe apresentando e pressa, é difícil fazer uma boa fotografia.
Ande pelas ruas. Se perca, sente num café e assista a vida acontecer.
As pessoas estão no seu cotidiano, e você, por algum tempo tem a posição de observador.
Quando voltar para sua rotina, você estará no lugar delas, então aproveite.
Nunca fique satisfeito com sua primeira visão do lugar. Em geral, todos tem a mesma. Procure um segundo ponto de vista, chegue perto, se afaste, caminhe.
Encontre pontos incomuns.
Em uma viagem, você irá fotografar diversas situações: retratos, paisagens, arquitetura e muito mais.
É importante saber o que você quer fotografar e estar pronto para se adaptar as situações.
E elas irão acontecer na forma mais inesperada. No Vaticano, enquanto parei para descansar, fiquei assitindo as pessoas e famílias em sua correria para pegar vilas e ver o fantástico museu. Nisso, vi um garoto se esforçando ao máximo para chegar a um dos bebedouros. Sem conseguir ele chamou o pai, que prontamente o levantou para colocá-lo próximo da água.
Essa foto provavelmente não teria sido feita se eu estivesse na fila para comprar souvenirs ou correndo para seguir a agenda corrida dos turistas…
Em geral, se as pessoas estão em um ambiente como uma praça pública, mercado ou um ponto turístico, elas sequer darão atenção para você fotografando. Mas se você quer fotografar alguém em especial, converse com ela. Peça permissão para uma fotografia, e, tente fazer isso na língua nativa. Uma boa técnica, é ter um cartão de visitas e dizer que a pessoa pode lhe escrever ou ver a foto em seu webiste. O que também é uma boa estratégia para divulgar seu trabalho.
Em São Paulo algumas vezes eu tive que pagar para fotografar algumas pessoas. Certa vez, um senhor surdo estava tocando sua sanfona no Parque do Ibirapuera, e em troco pedia alguns trocados aos passantes. Ao pedir para posar exclusivamente para mim, coloquei a minha contribuição em suas mãos.
A pequena importância para mim, poderia ter um valor essencial para ele, e não seria mais do que o valor de um cartão postal.
Se eu poderia pagar alguns reais por um cartão postal, porque não para ter a minha fotografia?

Sua viagem é um momento de descontração e descanso. Então, faça isso. Tire algum tempo para não fotografar também. Reserve momentos para ser turista e fotográfo. Mas sempre tenha uma câmera a mão. Seja ela uma DSLR ou uma camera convencional, o importante é estar pronto para capturar suas imagens. Uma camera portátil também ajuda em situações que você não pode carregar lentes e uma câmera maior como, por exemplo, festas, bares e etc.
Para ver minha galeria de fotos pela Europa e América Latina:
Fotografias pelo mundo.Para ver algumas paginas de meu livro de fotografia da Europa:
Por que nem só de pão e circo vive o homem.
Na verdade, por Pão e circo, morrem os homens.
Vão se uns, ficam-se outros. Esses outros, tocam o fardo num incontrolável caminho, que só faz-se para frente.
“- Segue o Barco!”
“- Toca a marcha!”
Que é de marcha que se faz a vida.
Deixa de ser flor aquela que do tronco se desfaz?
Para morrer no solo em paz?
E quem julga, que em sua queda,
Pseudo-suicida,
No trajeto entre copa e terra,
Não assiste o horizonte,
Cada vez mais alto,
E o chão,
Cada vez mais perto,
não é parte da jornada?
Cumpriu sua sentença
e encontrou-se com o único mal irremediável.
Aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra,
Aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados,
Porque tudo o que é vivo:
Morre.Chicó, no “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna
Os fotográfos da National Geographic estão entre os mais cotados mundialmente. Pra mim, não só pela fotografia mas pela vivência, bagagem e toda experiência que coletam durante as viagens.
Uma foto, no exato momento que pode durar menos de um segundo, tem uma história por trás, e, por vezes, inimaginável.
É dessas histórias que é feita a fotografia.
É essa história o roteiro de cada clique, e, vez em quando, o próprio elenco.
São as fotografias que relembram aquilo tudo que vivemos para o momento especial do clique.
Agora, dá para acompanhar os melhores cliques e histórias dos fotógrafos da National Geographic Brasil.
Todos eles tem um Blog dentro de uma sessão chamada Por Trás das Lentes onde você pode acompanhar o trabalho de Adriano Gambarini, Rodrigo Baleia e todos os outros.
Um trecho do Blog:
Hoje sonhei com um tempo em que Copenhague remetia apenas ao doce sabor do chocolate, e não à amarga intransigência daqueles que podem fazer a diferença. Sonhei com um tempo em que as quatro estações eram quatro! Delineadas por uma nítida mudança visual; caíam as folhas, floresciam os campos, azulavam os céus nos dias frios, esquentava a vontade de uma praia. Sonhei com menos compromisso virtual e mais olhares e risadas. Sonhei com abraços que não voltam mais…Mas o que importa se não voltam? Houve abraços!
Mi Buenos Aires querido,
cuando yo te vuelva a ver,
no habra mas penas ni olvido.
El farolito de la calle en que naci
fue el centinela de mis promesas de amor,
bajo su inquieta lucecita yo la vi
a mi pebeta luminosa como un sol.
Hoy que la suerte quiere que te vuelva a ver,
ciudad porteña de mi unico querer,
y oigo la queja
de un bandoneón,
dentro del pecho pide rienda el corazón.