Passou mais um ano desde que foi meu aniversário um ano atrás. Não que a data seja especial. Esse ano foi, mas não por minha causa. Esse ano, não foi por causa de ninguém, e sim pela falta de alguém, neste caso, Michael Jackson e Farrah Fawcett, que nesse dia, deixaram de estar.
E nao usei os nomes dos falecidos para promover o texto, apesar de o parecer, a intenção era tornar atrativo um texto por algum outro motivo, que não fossem os 365 dias de alguém que vocês sequer sabem quem é ou que tem popularidade o suficiente para encher formigueiros.
O fato é que se passou mais um ano.
E então -e eu acho que todos fazem isso- a gente sempre dá uma parada em algum lugar do dia para olhar para trás e tentar enxergar o que estava acontecendo nesse mesmo dia, antes do ano passar.
Como se isso tivesse serventia para alguma coisa, que não o fato de parar para lembrar, como todo ano, praticamente todo mundo faz. Ou como se pudéssemos aprender com o passado algo de proveitoso para o futuro. A verdade, é que a felicidade deixa de ser feliz quando é passado. E a dor, é sempre a dor. Seja lá em qual tempo verbal você a conjugue.
Então, olhar para o passado, pode ser bem dolorido.
Ninguém morreu nessa data no ano passado. Na verdade, morreu. Mas ninguém que uma multidão desconhecida tivesse derramado dias de pranto, oferendas e homenagens. Morreu alguém, e vários deles, cada qual no seu canto, cada canto com sua família, cada família com seus chegados, cada chegado com seu mundinho, cada mundinho com seu alguém. E ao invés de terem uma multidão desconhecida por eles, morreram ali, cada qual na sua, perdidos numa multidão de mortes, com algumas poucas lágrimas. Uns com pompa, outros simples. Uns com nomes, sobrenomes, sufixos e prefixos. Outros, na sarjeta, vazios.
Eu passei vazio. E sozinho. Como há um ano atrás. Afinal, era meu aniversário, e eu precisar ter tempo de olhar para trás, como todo mundo faz em algum momento do dia.
Eu nao escrevi um texto desse no ano passado, mas quero fazer no próximo ano. Talvez porque agora, ao olhar para um ano atrás gostaria de ter lido algo que havia escrito ali.
Enfim, passou um ano e quando eu olho para trás, vejo que bastante coisa mudou nas pequenas coisas que poderiam ser mudadas. Eu mudei de emprego. Eu recebi ótimos comentários sobre minhas fotos. Eu melhorei meu jogo de poker. Eu conheci pessoas, eu esqueci tantas outras e continuei indiferente a mais algumas.
Eu dei muita risada. E o contrário também. Além disso, em algum lugar deram risada de mim.
E tive dor de cabeça. Várias delas. Daquelas que começam com uma dor no peito, daquelas que começam com a dor no bolso, daquelas que acontecem no dia seguinte de manhã e daquelas que chegam na sexta-feira no final de noite pra deixar bem claro que o que você está fazendo pode ser justificável agora, mas é insustentável a longo prazo. Que seu corpo uma hora precisa de descanso e você tem que respeitar isso.
E olhando para isso agora (não que eu esteja convencido de que existe um motivo para pararmos em algum lugar do dia para olharmos para trás) eu vejo que esse ano foi realmente o ano das dores de cabeça. De todas. Das megalomaníacas até as infinitesimais que são aquelas que não chegam a ser propriamente dores, mas só um franzir de sombrancelhas e um torcer de nariz para chegar numa solução algumas horas depois.
Teve até dor de cabeça inventada. Daquelas que você não sabe porque está tendo. Na verdade, sabe: é porque você gosta. Mas não deveria estar tendo porque é algo inventado. Dores de cabeça que se vão logo depois de começarem.
E teve a dor de cabeça de prazer. Daquelas que vocë tem quando coloca os pés na Europa e olhando para todos os lados não tem a mínima idéia do que nada quer dizer e sequer pra onde você tem que ir.
Dores de cabeça de quando você volta de ressaca ou de quando você se emociona por ver algo que sonhou a vida toda.
É quando vem a dor de cabeça gerada pela dúvida de voltar e tocar a sinfonia, ou fazer como qualquer filme de comédia-melo-drama americano, onde largar tudo pro alto e fazer o que te dá na telha sempre dá certo.
Teve dor de cabeça de saudade. De um tempo que eu não precisava ter dor de cabeça e, ainda assim, achava que minhas dores de cabeças eram as maiores do mundo. E que o mundo, por maior que você tinha que entendê-la. E se não entendessem, que se explodissem, porque raios eu teria que explicar? Era importante e isso me bastava.
Mal sabia eu, que eu iria olhar para trás, depois de 365 dias, mesmo sabendo que não existe motivo pra isso, mas que todo mundo faz, em alguma pausa do dia, tentando aprender alguma coisa.
E teve mais dores de cabeça: de engano, de dívida, de cisma, de desconfiança, de decepção, de tudo.
O que me leva a pensar que cabe muita coisa em um ano. Cabem inúmeras tristezas, orgasmos, prantos e contrários. Cabem nascimentos e morte. Cabem vidas e tédio (pra quem achava que o contrário da vida é a morte: a morte é o cansaço do corpo. O tédio é a ausência da vida). Coisa o suficiente pra eu gastar o dia todo olhando para trás, e perceber que não, eu não deveria escrever sobre isso. É tanto que eu vou levar mais um ano olhando para trás, concluindo que, então é melhor olhar para frente.
Há um ano atrás. Eu tinha todos os problemas do mundo. Nesse próximo ano, eu quero ter problemas diferentes.
Mas se eu não tiver tempo de olhar para trás eu vou saber que é porque não existe motivos para fazer isso, apesar de todo mundo parar em algum minuto do dia para fazê-lo.
A felicidade é salutar para o corpo, mas só a dor robustece o espírito.
Marcel Proust
só para esclarecer, que esse texto foi escrito em Junho de 2003, por mim mesmo. A pedido do Apocalypse e de inúmeros leitores. Eu republico ele.
Intrólito
A humanidade vem sendo cercada desde os seus primórdios, com diversas especulações sobre o fim das coisas.
Armagedom, Apocalipse, Juízo Final…
Todas as expressões remetem a um dia onde todas as coisas serão julgadas e seu fim (ou vida eterna) determinado.
O misticismo se dá por um planeta inteiro ser modificado em apenas 1 dia.
A grande pergunta se dá se pensarmos: “E se não acontecer em um dia?“. Sim! E se o Apocalipse acontecesse lentamente sobre os nossos narizes? Se assistíssemos lentamente acontecer mudanças que aceitamos cotidianas e quando nos déssemos conta, estaríamos em um mundo mudado e irreconhecível?
Ficção demais? Talvez. Mas estendo o meu aviso aos desavisados e aos atentados, para que de forma heterogênea possam obter conhecimento das coisas por vir.
A Antiga Novidade
Recentemente, uma das grandes notícias que circulam o mundo, é o Lançamento do Google Earth. Uma ferramenta fantástica, viciante e não menos, intrigante. O google é a maior revelação desde os primórdios da WEB. Consegue indexar tudo (e todos) de seria muito simples alterar um logaritmo para estabelecer um padrão de qualquer ser humano em qualquer parte do mundo.
Como?
Simples: Utilizando os Pombos.
Pode soar incrível demais, mas avalie com cautela e racionalidade.
Onde você vê os pombos? Em casa, trabalho, prédios, ruas, estacionamentos, bancos… Enfim, em toda parte.
A ferramenta ideal para qualquer serviço de espionagem eficaz.
Os pombos nunca foram amistosos. Ariscos e de paladar simples, se satisfaziam com migalhas de pão e derivados.
Bastava que um ser humano se aproximasse a mais de 5 metros e eles já se sentiam incomodados.
Puro teatro!
Era o primeiro estágio para um plano de dominação global.
Aos poucos foram tomando espaço e ganhando o desprezo dos humanos. E hoje, em alguns lugares, é possível caminhar com pombos a poucos centímetros de seus pés.
Quantas vezes você não se pegou quase batendo o pára-brisa do carro em um pombo e ficou admirado como eles permanecem inertes ao ver o carro?
E os hábitos alimentares? Hoje, vemos pombos que comem frango em padarias! Revelaram o seu lado carnívoro.
Os pombos se tornaram parte do cotidiano de todos nós.
Pergunta que não cala
De onde surgem os pombos?
Qualquer resposta desavisada iria sugerir um ovo seguido de uma expressão de desprezo.
Claro… Mas pare para pensar: VOCÊ já viu um filhote de pombo? Um pombo aprendendo a voar?
Todos os pombos que conhecêssemos são adultos e andam em bandos.
No subsolo, os pombos se agrupam aos poucos (para que não sintam falta na superfície), e replicam células conservadas da mãe alienígena em câmaras criogenicas e com alterações genéticas formam os novos pombos em uma aparência amigável para o ser humano. Assim, nós sempre veremos pombos adultos e desenvolvidos… carnívoros e capazes de se alojar em qualquer fenda de qualquer lugar do mundo.
A Perfeita Mecânica
Como funciona?
Cada pombo possui uma antena nas fendas do bico. Não. Os pombos não respiram por ali. Todos eles possuem um aparato responsável pela sua respiração localizado no peitoral, o que os deixa com a aparência de “peito inflado”.
Cada uma destas antenas é responsável por enviar um sinal para que se faça a coleta de dados. Por vezes, o sinal de rádio é interrompido ou rastreado e os astutos espiões são obrigados a usar o meio físico de marcação.
Sim! As fezes. As fezes de pombo são produtos da mais alta tecnologia. Capaz de se comunicar há quilômetros de distancia ela tem características marcantes:
1- Adere a qualquer superfície. Não rola, desliza ou escorre por mais lisa que seja a superfície atingida.
2- É tão leve que não faz barulho e na maioria das vezes sequer sentimos que fomos atingidos. (quantas vezes você já viu alguém “sujo” que não havia percebido?).
3- O miolo interno é composto de um circuito de anti-matéria, vedado, que se desintegra ao entrar em contato com atmosfera terrestre.
A articulação perfeita, ainda sai com água para que você não possa ter qualquer desconfiança da ameaça.
Em alguns jornais, foi mencionado a “Praga dos Pombos”. Mas como controladores dos canais de comunicação eles simplesmente ocultaram qualquer informação e estatística sobre a população de pombos mundial.
Dessa forma, a Conspiração Google mantém a dinâmica da operação à surdina do cotidiano em nossas vidas.
A organização do google levanta essas informações para estabelecer um padrão de comportamento humano, antes de uma invasão completa para nos escravizar.
A técnica dos pombos de se absorver em nossos cotidianos foi tão bem sucedida que evolui para as canetas BIC.
Mais Artimanhas
Sim! As canetas Bics são sondas espaciais prontas para coletar em conjunto com os pombos as informações para a invasão final.
Pense em um logotipo das canetas bic! É nitidamente uma caneta se escondendo por trás de um ser humano!
Pense qual o primeiro lugar que você coloca sua caneta Bic quando precisa pensar em algo? Bingo! Na boca ou na têmpora! Lugares estratégicos para capturarem um padrão cerebral do usuário!
Simples? Não! Complexo ao extremo! A organização chegou a grandes corporações.
Dificilmente exigimos que as canetas que usamos sejam de um fabricante específico, mas pasmem canetas bics sempre estão ao nosso redor. SEMPRE! Você nunca compra uma… ela sempre está lá. Você deixa uma em algum lugar ela some. E quando reaparece? Está multiplicada!
Amarre uma caneta e observe por alguns dias… Em pouco tempo, você irá se esquecer dela e quando perceber: Virou uma Bic.
Imagine quantas Canetas BIC existem no mundo? Quantas vezes você já viu uma “carcaça” de BIC ? Pra onde elas vão?
Porque uma BIC nunca acaba a tinta na mão de um ser humano? Ela sempre some antes da carga final de energia se esgotar, para poder voltar ao subsolo e entregar seus relatórios.
Enfim…
Amigos, o aviso está dado. A maneira como nos tornamos dependentes do Google, das canetas bic e a forma como deixamos os pombos se aproximarem de nós, é apenas o primeiro passo. Não podemos mais fugir. Precisamos ser racionais e nos unir sobre um Bandeira que protegerá nossos filhos e a nós mesmos.
Uma organização inteligente se coloca por trás do simples Google e de pequenos animais. Não os Subestime!
Tome cuidado, e defenda com o coração o planeta que é seu!
só para esclarecer, que esse texto foi escrito em Junho de 2003, por mim mesmo. A pedido do Apocalypse e de inúmeros leitores. Eu republico ele.