
Por que nem só de pão e circo vive o homem.
Na verdade, por Pão e circo, morrem os homens.
Vão se uns, ficam-se outros. Esses outros, tocam o fardo num incontrolável caminho, que só faz-se para frente.
“- Segue o Barco!”
“- Toca a marcha!”
Que é de marcha que se faz a vida.
Deixa de ser flor aquela que do tronco se desfaz?
Para morrer no solo em paz?
E quem julga, que em sua queda,
Pseudo-suicida,
No trajeto entre copa e terra,
Não assiste o horizonte,
Cada vez mais alto,
E o chão,
Cada vez mais perto,
não é parte da jornada?
Cumpriu sua sentença
e encontrou-se com o único mal irremediável.
Aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra,
Aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados,
Porque tudo o que é vivo:
Morre.
Chicó, no “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna
Os fotográfos da National Geographic estão entre os mais cotados mundialmente. Pra mim, não só pela fotografia mas pela vivência, bagagem e toda experiência que coletam durante as viagens.
Uma foto, no exato momento que pode durar menos de um segundo, tem uma história por trás, e, por vezes, inimaginável.
É dessas histórias que é feita a fotografia.
É essa história o roteiro de cada clique, e, vez em quando, o próprio elenco.
São as fotografias que relembram aquilo tudo que vivemos para o momento especial do clique.
Agora, dá para acompanhar os melhores cliques e histórias dos fotógrafos da National Geographic Brasil.
Todos eles tem um Blog dentro de uma sessão chamada Por Trás das Lentes onde você pode acompanhar o trabalho de Adriano Gambarini, Rodrigo Baleia e todos os outros.
Um trecho do Blog:
Hoje sonhei com um tempo em que Copenhague remetia apenas ao doce sabor do chocolate, e não à amarga intransigência daqueles que podem fazer a diferença. Sonhei com um tempo em que as quatro estações eram quatro! Delineadas por uma nítida mudança visual; caíam as folhas, floresciam os campos, azulavam os céus nos dias frios, esquentava a vontade de uma praia. Sonhei com menos compromisso virtual e mais olhares e risadas. Sonhei com abraços que não voltam mais…Mas o que importa se não voltam? Houve abraços!
Confira os outros textos aqui
Mi Buenos Aires querido,
cuando yo te vuelva a ver,
no habra mas penas ni olvido.
El farolito de la calle en que naci
fue el centinela de mis promesas de amor,
bajo su inquieta lucecita yo la vi
a mi pebeta luminosa como un sol.
Hoy que la suerte quiere que te vuelva a ver,
ciudad porteña de mi unico querer,
y oigo la queja
de un bandoneón,
dentro del pecho pide rienda el corazón.
Tango Abandono


Shh. Shh. Shh. Shh. Você ouviu isso? São os ventos da mudança. – Randall Boggs